Ô chuva de amor
que castigou
quem não merecia
morrer em flor
Corre coração para não molhar
dessa chuva de amor
pega na mão dela, coração
e corre para a varanda namorar
Tá na hora de quietar!
Parar de voar que nem pardal
Pega na mão dela, coração
e diz que tá com vontade de casar
Ô chuva de amor
que castigou
quem não merecia
morrer em flor
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Godofredo, o betta - Uma análise da felicidade humana
Godofredo era um peixinho que morava em um aquário redondo e diminuto. Todos os dias recebia ração nas horas certas- tudo bem, às vezes o seu dono dava um perdido nele e esquecia de alimentá-lo...sorte dele não ser homeotérmico!
Como um pobre que vive em uma choupana e ganha na loteria, foi premiado com um aquário vinte vezes maior, piso em bolinhas de gude coloridas, planta de plástico e duas pedras ornamentais. Ou seja, perto dos peixes de sua espécie, era um rei. Quem sabe até maior que Warren Buffet em paralelos humanos.
Tudo isso não bastava. Godofredo sonhava com os arroizais da Tailândia de onde seus ancestrais vieram e lhe transmitiram alguma memória via instinto. Lá nadava livre por entre os charcos, brigar com os outros machos, fazer ninhos gigantescos para aboletar uma prole forte e graúda e conquistar as fêmeas com uma corte dura para aumentar a desova. Isso sim seria vida! Isso sim o tornaria perfeito! Isso sim seria o ponto de inflexão para uma vida medíocre!
Resolveu então maquinar um plano para sair do aquário! Reza a lenda que um tal de Nemo conseguiu e talvez não fosse diferente para ele, já que era sagaz, forte, um macho alfa. Dia após dia imaginava e escrevia no vidro com algas que abundavam no recinto e nada dava certo. Todos os planos falhavam em algum momento. Seja no tempo fora d'água ou na inviabilidade dos trajetos.
De repente o seu dono notou que Godofredo não comia mais, não nadava mais, não corria atrás do alimento vivo que tanto prestigiava outrora e pouco a pouco suas nadadeiras tão vistosas como as madeixas de Iemanjá iam perdendo a cor, iam definhando, iam caindo e necrosando ainda mais. Um destino injusto para um peixinho tão vistoso, tão charmoso.
Trocou toda a água. Usou remedinho. Sacudiu o alimento vivo na superfície da água chegando ao ponto de jogar a ração fora e trocá-la integralmente por alimento vivo. Nada animava Godofredo.
Uma idéia desesperada surgiu. Queria pular do aquário e ver no que ia dar. Sabia que existia 99% de chance de dar errado, mas queria pagar para ver. Assim foi. Pulou e caiu de uma altura de 1,2 metros. Tamanha dor não permitiu que se mexesse muito.
Se não fosse final de semana, tudo poderia acabar aqui. Mas o seu dono o viu no chão sem energias e contundido pela queda. Rapidamente o reconduziu a sua casa e o dia terminou bem. Deste dia em diante, Godofredo comeu para recuperar as energias, voltou a admirar a vida e alegrar o quarto de seu dono com um nado gracioso.
Assim somos nós. Sonhamos com o que não temos e apostamos todas as fichas no que achamos muito legal, gastamos fortunas com um modo de vida insustentável somente para agradar os outros e nos perdemos em um buraco negro de infelicidade. Buscamos sempre a vida fora das pessoas que amamos e não gastamos irrisório ou nenhum tempo com quem e com o que realmente importa. Também desprezamos a vontade de Deus quando sonhamos com aquilo que tentam nos impor como ideal, seja em atitudes, renunciando valores morais e éticos, tudo pelo prazer em si.
E aí? Vai pular do aquário Godofredo?
Como um pobre que vive em uma choupana e ganha na loteria, foi premiado com um aquário vinte vezes maior, piso em bolinhas de gude coloridas, planta de plástico e duas pedras ornamentais. Ou seja, perto dos peixes de sua espécie, era um rei. Quem sabe até maior que Warren Buffet em paralelos humanos.
Tudo bem. Nem tanto. Já que Godofredo não precisa andar de Ferrari para ser feliz, não precisa beber whisky importado para alegrar o dia e nem ver o preço de seus investimentos dobrando em parco período de tempo para excitar o coração, bastar dar uma corridinha pelo aquário, uma comidinha viva para diferenciar o cardápio, um espelhinho para abrir bem as nadadeiras e mostrar quem manda no aquário.
Tudo isso não bastava. Godofredo sonhava com os arroizais da Tailândia de onde seus ancestrais vieram e lhe transmitiram alguma memória via instinto. Lá nadava livre por entre os charcos, brigar com os outros machos, fazer ninhos gigantescos para aboletar uma prole forte e graúda e conquistar as fêmeas com uma corte dura para aumentar a desova. Isso sim seria vida! Isso sim o tornaria perfeito! Isso sim seria o ponto de inflexão para uma vida medíocre!
Resolveu então maquinar um plano para sair do aquário! Reza a lenda que um tal de Nemo conseguiu e talvez não fosse diferente para ele, já que era sagaz, forte, um macho alfa. Dia após dia imaginava e escrevia no vidro com algas que abundavam no recinto e nada dava certo. Todos os planos falhavam em algum momento. Seja no tempo fora d'água ou na inviabilidade dos trajetos.
De repente o seu dono notou que Godofredo não comia mais, não nadava mais, não corria atrás do alimento vivo que tanto prestigiava outrora e pouco a pouco suas nadadeiras tão vistosas como as madeixas de Iemanjá iam perdendo a cor, iam definhando, iam caindo e necrosando ainda mais. Um destino injusto para um peixinho tão vistoso, tão charmoso.
Trocou toda a água. Usou remedinho. Sacudiu o alimento vivo na superfície da água chegando ao ponto de jogar a ração fora e trocá-la integralmente por alimento vivo. Nada animava Godofredo.
Uma idéia desesperada surgiu. Queria pular do aquário e ver no que ia dar. Sabia que existia 99% de chance de dar errado, mas queria pagar para ver. Assim foi. Pulou e caiu de uma altura de 1,2 metros. Tamanha dor não permitiu que se mexesse muito.
Se não fosse final de semana, tudo poderia acabar aqui. Mas o seu dono o viu no chão sem energias e contundido pela queda. Rapidamente o reconduziu a sua casa e o dia terminou bem. Deste dia em diante, Godofredo comeu para recuperar as energias, voltou a admirar a vida e alegrar o quarto de seu dono com um nado gracioso.
Assim somos nós. Sonhamos com o que não temos e apostamos todas as fichas no que achamos muito legal, gastamos fortunas com um modo de vida insustentável somente para agradar os outros e nos perdemos em um buraco negro de infelicidade. Buscamos sempre a vida fora das pessoas que amamos e não gastamos irrisório ou nenhum tempo com quem e com o que realmente importa. Também desprezamos a vontade de Deus quando sonhamos com aquilo que tentam nos impor como ideal, seja em atitudes, renunciando valores morais e éticos, tudo pelo prazer em si.
E aí? Vai pular do aquário Godofredo?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Por que as crianças existem?
Em um final de semana aleatório a minha irmã viajou. Fui deixá-la e quando voltei, um vazio na casa. Não demorou muito e descobri o significado das crianças na vida das pessoas. Elas dinamizam o cotidiano. Elas nos fazem imaginar inúmeros cenários possíveis e impossíveis que maximizam o bem-estar delas. Nos tornam mais inteligentes, criativos e sensíveis. É evidente o esforço que as famílias fazem para criar oportunidades para a sua prole!
Já imaginou se todos já nascessem adultos ?
O mundo seria tão preto e branco, sem fantasia, sem cor, sem nada. Ah! Louvadas sejam as crianças porque renovam as nossas esperanças, criam fantasiass, nos fazem sorrir em um mundo tão chato e voltado para o sucesso repentino - como um bolo que cresce no forno - e que consuma poucos recursos.
Credo! Imaginem ainda acordar sem aqueles rostinhos bonitinhos bebendo leitinho com pão, reclamando que não querem ir para a escola. Ou ainda, sem ouvir lorotas de meninos e meninas na idade da mentira e sem receber ligações a cobrar de pequeninos que acabaram de descobrir como ligar para casa.
Deus seja louvado pela sua grande obra!
Já imaginou se todos já nascessem adultos ?
O mundo seria tão preto e branco, sem fantasia, sem cor, sem nada. Ah! Louvadas sejam as crianças porque renovam as nossas esperanças, criam fantasiass, nos fazem sorrir em um mundo tão chato e voltado para o sucesso repentino - como um bolo que cresce no forno - e que consuma poucos recursos.
Credo! Imaginem ainda acordar sem aqueles rostinhos bonitinhos bebendo leitinho com pão, reclamando que não querem ir para a escola. Ou ainda, sem ouvir lorotas de meninos e meninas na idade da mentira e sem receber ligações a cobrar de pequeninos que acabaram de descobrir como ligar para casa.
Deus seja louvado pela sua grande obra!
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