Já descrente eu caminhava
por entre gente que chorava.
Procuravam alguém para amar,
abraçavam, beijavam, corriam e choravam,
mas ninguém preenchia o vazio que só aumentava.
Quando nada se tem,
vale a pena arriscar...
Só se via pérolas aos porcos jogar
e ninguém se contentava
com o pouco que achava.
Então me conformei
e pensei que não existia mais.
Alguém que me faria parar
e furaria a minha essência,
tirando a minha alma da decadência
e tentando uma vez mais o meu coração incendiar.
Fazendo o que ninguém faz
Vendo onde ninguém vê.
Fui reanimando como algo parecido
com uma respiração boca-a-boca
ao sentir aquele beijo que invade, marca
e me deixa feliz.
Sou novo.
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